Tratado de Unificação Linguistica
O Tratado de Unificação Linguística é o acordo inter-reino que estabeleceu a Língua Comum como idioma oficial dos 7 Reinos. Assinado por representantes de todos os Reinos, o Tratado é simultaneamente a maior conquista diplomática e a maior imposição cultural da história fractal — dependendo de quem conta a história.
O Tratado contém 49 artigos (7²), dos quais os 7 primeiros são vinculantes e os 42 restantes são recomendações. Os 7 artigos vinculantes são: (1) A Língua Comum é adotada para comunicação inter-reino, (2) Alfabetização obrigatória em Língua Comum até os 7 anos, (3) Documentos legais devem existir em Língua Comum, (4) Nenhum Reino pode proibir a Língua Comum, (5) Línguas nativas são preservadas como patrimônio, (6) Tradução oficial é obrigação do Estado, (7) Revisões do vocabulário comum requerem comitê de 7.
O artigo 5 — preservação de línguas nativas — foi incluído a pedido do Carbono e do Mercúrio, que temiam que a Língua Comum substituísse seus idiomas em vez de complementá-los. Na prática, o temor se confirmou parcialmente: entre as gerações pós-Tratado, a fluência em Profundis caiu 42%, em Éteris caiu 35%, e em Flamear caiu 28%. Apenas o Korthal manteve sua taxa de uso — porque o Ferro se recusa a falar Língua Comum internamente.
O Tratado foi revisto 7 vezes desde sua assinatura, sempre com modificações menores. A revisão mais significativa ocorreu no Ano O+280, quando o artigo sobre "padronização de neologismos" foi expandido para incluir explicitamente o direito a dialetos minoritários — uma consequência direta da abolição da Síndrome de Desadaptação Social. A Língua dos Anomalias foi oficialmente reconhecida como dialeto protegido nessa revisão.
Curiosidade Fractal
O Tratado de Unificação Linguística é o único documento que existe simultaneamente em todas as 7 escritas dos Reinos, mais a Escrita Carbonária, mais a Língua dos Anomalias — 9 versões no total. Cada versão diz a mesma coisa, mas o tom emocional varia dramaticamente: a versão em Escrita Angular (Ferro) lê como uma ordem militar; a versão em Escrita Ressonante (Mercúrio) lê como uma canção triste; a versão em Escrita Fosforescente (Fósforo) literalmente brilha diferente dependendo de quem a lê.