O Tratado Silício-Luz é o acordo do Ano O+91 que limita as compras da Luz a 35% da produção anual de Silício Neural — garantindo que os demais Reinos também tenham acesso ao recurso tecnológico mais importante do sistema. É o único tratado que limita o poder da Luz em vez de ampliá-lo.

A Exceção

Enquanto todos os outros tratados favorecem a Luz, o Tratado Silício-Luz é a exceção. O Reino do Silício — o mais analítico e estratégico dos 7 — negociou um acordo que impede a Luz de monopolizar o Silício Neural como monopolizou os Cristais. O limite de 35% (5×7) garante que 65% da produção esteja disponível para os outros Reinos.

O Cálculo do Silício

O Silício entendeu — provavelmente calculou — que monopolizar informação para um único comprador seria suicídio estratégico. Se a Luz controlasse o Silício Neural como controla os Cristais, o Silício perderia independência. O tratado é a prova de que lógica pura pode produzir resultados mais equitativos que política — desde que a lógica esteja no lado certo.