Reverência: o que a ciência descobriu sobre a emoção do "uau"
Aquele arrepio diante de algo imenso tem nome e tem função: diminui o ego, estica o tempo e nos deixa mais generosos. Veja como sentir mais — sem precisar viajar.
Reverência — o que os pesquisadores chamam de awe, assombro — é a emoção diante de algo maior do que a sua capacidade de entender. Os psicólogos Dacher Keltner e Jonathan Haidt apontaram os dois ingredientes: vastidão (algo imenso, em tamanho, poder ou beleza) e acomodação (seu mapa mental não dá conta, e precisa crescer).
O que ela faz
- Encolhe o ego. Em estudos de Paul Piff, pessoas que acabaram de sentir assombro se descreveram como menores — e foram mais generosas e dispostas a ajudar.
- Estica o tempo. Quem sente assombro percebe ter mais tempo disponível e fica menos impaciente.
- Faz bem ao corpo. Há pesquisa ligando a emoção a marcadores mais baixos de inflamação.
Onde ela mora
Keltner recolheu relatos em dezenas de países. A fonte mais comum de assombro não foi montanha nem catedral: foi a bondade e a coragem de outras pessoas. Depois vêm natureza, música, arte, nascimento e morte, grandes ideias.
Como sentir mais
Não exige viagem. Num estudo, idosos que fizeram caminhadas semanais procurando de propósito algo que os maravilhasse relataram, em poucas semanas, mais alegria e menos angústia. O método é desacelerar e olhar como quem nunca viu: o céu, uma árvore velha, um gesto de gentileza.
Reverência é isto: ver o sagrado no que é comum.
Reverência é a emoção de Defesa do Magenta.
Quem vive nela vira o Místico positivo
“Vê o sagrado no ordinário.”