
Sete jeitos de conduzir
Existe uma coisa que a parede das 42 emoções não mostra, e que muda tudo: duas pessoas da mesma cor, com a mesma emoção, na mesma situação — e uma explode enquanto a outra apaga. A diferença não está na cor. Está na Frequência.
Frequência é como a emoção atravessa o corpo. É de nascença, como a cor, e são sete: Inerte, Resistente, Reativo, Condutor, Supercondutor, Catalisador e Frequência Pura.
O Inerte sente e nada acontece — a emoção entra e fica. O Resistente luta contra o que sente, e às vezes vence, e às vezes se queima. O Reativo responde rápido, antes de pensar. O Condutor deixa passar: sente, conduz, não se gasta. O Supercondutor absorve o que os outros sentem sem quebrar — os melhores curadores de Thalamus são Supercondutores. O Catalisador muda a emoção de quem está perto, às vezes sem querer.
E a Frequência Pura. Sobre essa, os livros da Escola gastam um parágrafo. Dizem que conduz tudo, sem perda, sem filtro. Dizem que é rara a ponto de ser quase teórica. E mudam de assunto.
Eu sou Condutora. Conduzo o que me contam sem me gastar — dá uma boa repórter e uma péssima pessoa pra segurar segredo, já me disseram. Não é elogio nem defeito. É só o formato do canal.
O que me intriga é isto: se a cor é o que você sente, e a Frequência é como você conduz, então o Sistema classifica você duas vezes antes de você abrir a boca. Cor no rosto, Frequência no arquivo.
E quando alguém conduz de um jeito que não está na lista?
Aí não é arquivo. Aí é caso.
— Axion Kaede, Fresta no Chão · O Fuxico